ARTERAPIA
TÉCNICA, POESIA E CIÊNCIA
Resumo
Este número da Revista de Arteterapia da AATESP encerra o ano de 2016 trazendo à pauta algo que consideramos central na Arteterapia: a pujança da técnica, a poesia da prática clínica e o olhar rigoroso da Ciência, tão necessários para a consolidação de nossa profissão. A diversidade de técnicas a serviço da criatividade e saúde mental do público atendido, a diversidade de campos onde a Arteterapia pode ser desenvolvida estão aqui bem representadas. O jogo do rabisco, que ilustra a nossa capa, também remete a pluralidade que tão bem expressa nossa atuação.
Assim, contamos neste número com artigos e resumo de trabalhos dedicados às áreas da saúde e educação em diferentes contextos, ou seja, diferentes populações com as quais foi desenvolvido o trabalho arteterapêutico. Apresentamos, também, uma reflexão teórica sobre a contribuição de estudos das mandalas por Carl Gustav Jung.
Aproximando nosso olhar, encontramos um estudo teórico/prático conduzido por Eneluce de Jesus Paes Rabêlo e Sandro Leite sobre os efeitos da arteterapia sobre superdotados frequentadores de núcleos de atendimento a essa população das redes estadual e municipal de ensino, ligados à Educação Especial de São Luiz do Maranhão.
Mônica Barreto Sterza Nicoletta contribui com um estudo de caso referente à investigação das contribuições da Arteterapia na aprendizagem escolar.
Já, Liliam Bodemeier e Celso Luiz Falaschi trazem um estudo sobre a questão do feminino, resgatado pelo trabalho arteterapeûtico a partir do despertar das Deusas Gregas que existe em nosso interior e regulam nosso caminhar pela vida.
Gilmar Alfredo Ribas e Sonia Bufarah Tommasi discorrem sobre o trabalho arteterapêutico realizado com crianças abrigadas que tiveram seus direitos violados, submetidos a violência fisica e psicológica estando sob a tutela da vara da infância e juventude.
Irene Gaeta, arteterapeuta e psicóloga da linha Junguiana, analisando os fundamentos da Psicologia Analitica de Jung, resgata a imaginação como a única forma de manifestação da energia psiquica na consciência e base para a atividade simbólica. Focalizando especificamente as mandalas, Gaeta resgata a atuação pioneira de Nise da Silveira no cenário brasileiro, tanto na utilização da Arte como recurso terapêutico, como na introdução da teoria junguiana no país, sugerindo que o diálogo entre esses dois autores se aproxima de nossa prática arteterapêutica. Ideli Domingues traz o resumo de sua monografia construída a partir do trabalho arteterapêutico aplicado a pacientes de hemodiálise durante o processo mesmo, em ambiente hospitalar.
Boa leitura!