ARTETERAPIA JUNGUIANA
UMA LEITURA DA PSICOLOGIA ANALÍTICA DE CARL GUSTAV JUNG (1875-1961) ATRAVÉS DAS MANDALAS
Palavras-chave:
Arteterapia, psicologia analitica, simbolos, mandalasResumo
Este artigo descreve os fundamentos da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung (1875-1961) e propõe uma aproximação com a Arteterapia, especificamente com o desenho de mandalas. Jung considerava a imaginação como uma das principais funções da psique, a expressão direta da atividade vital e a única forma pela qual a energia psîquica se manifesta na consciência. Assim devemos prestar atenção à linguagem da psique —a fantasia — pois é por meio desta que o homem é capaz de se lançar em um processo de simbolização, tornando-se um criador interminável de novas possibilidades culturais, uma vez que a mente se enche de imagens que dão amplitude à experiência exterior. No Brasil, Nise da Silveira foi pioneira tanto em trazer a Psicologia Analítica, como a utilizar recursos expressivos que culminou com o atual Museu do Inconsciente. Na década de 1950, manteve correspondência com Carl G. Jung e, estimulada por ele, realizou em 1957, em Zurique, a exposição intitulada "A Ai1e e a Esquizofrenia", ocupando cinco salas no "II Congresso Internacional de Psiquiatria". No ano de 2012, quarenta mandalas dos pacientes de Jung foram apresentadas ao público pela primeira vez no Oglethorpe University Museum of Art, em Atlanta, USA. Assim sendo, vemos no diálogo de Jung com Nise uma aproximação com nossa prática arteterapêutica.
Referências
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