Arteterapia na Área da Saúde com foco na Doença de Alzheimer e Depressão em Idosas
Palavras-chave:
Arteterapia, Doença de Alzheimer, Depressão, IdososResumo
A população mundial tem envelhecido rapidamente e, em decorrência disso, doenças, tais como, demências, podem advir com intensidade. A doença de Alzheimer (DA) atinge aproximadamente 46,8 milhões de pessoas no mundo, tendo aumento progressivo com o avanço da idade; no Brasil são 1,2 milhão e a cada ano surgem 100 mil novos casos. A depressão também tem crescido por diversos fatores: sociais, ambientais, econômicos e também associadas à saúde geral. Apesar de, o tratamento medicamentoso ser a principal opção de médicos e da população em geral, o acompanhamento com terapias não farmacológicas se torna de grande valia para, no caso da doença de Alzheimer, auxiliar no estímulo cognitivo, e no caso da depressão, ajudar no autoconhecimento e na busca de novas formas de encarar a vida. Este artigo apresenta um programa de estímulo cognitivo para idosos com doença de Alzheimer, no qual a Arteterapia estava inserida, e um estudo que resultou no mestrado com idosas depressivas, ambos desenvolvidos no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
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