O ser criativo e o barro

uma volta às raízes

Autores

  • Regina Fiorezzi Chiesa

Resumo

Trabalho Apresentado no I Congresso Paulista de Arteterapia e IX Fórum Aatesp, realizados em 14 e 15.11.20

 

Criar é vida, um diálogo interno, um encontro consigo mesmo, uma necessidade existencial para descobrir as próprias potencialidades. O relato de dois casos teve como objetivo o fortalecimento do potencial criativo por meio do fazer arte. O barro é a matéria–prima de todas as civilizações e esse caráter histórico dá ao material um valor especial. É o desafio dos deuses torná-lo alguma coisa. Na Gênese bíblica Deus fez primeiro a terra e com ela o homem. Na mitologia grega o barro foi utilizado para modelar o homem à imagem e semelhança dos deuses. O Cosmo do barro oferece um universo imediato e vincula às quatro raízes: ar, água, terra e fogo. O Ser se reconhece no mundo do barro e através das mãos é possível entrar em contato com um outro mundo, interno, que quer se expressar mobilizando emoções profundas, primitivas, arcaicas e ancestrais. É poder trazer à tona a história de sua própria vida. O resultado do diálogo com esse material vivo foi facilitar às participantes o resgate de suas raízes para poderem experimentar sua própria identidade radical em busca de integração. Essa troca de energia do calor das mãos com a massa fria gerou a forma, carregada de emoção e de significados. O diálogo com o barro promoveu o encontro com o criativo desde o momento de bater a argila, de provocar sensações, da percepção de si na forma modelada, dos sentimentos aflorados, até a estruturação onde possíveis soluções foram encontradas de forma perceptiva, emocional ou cognitiva.

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Publicado

2026-03-27

Como Citar

Chiesa, R. F. (2026). O ser criativo e o barro: uma volta às raízes . Revista AATESP, 10(2), 86. Recuperado de https://revista.aatesp.com.br/index.php/ojs/article/view/151

Edição

Seção

Resumos