Símbolos de poder como rituais do adolescer

o espaço arteterapêutico promovendo escuta, diálogo e ressignificações

Autores

  • Dilaina Paula dos Santos Coordenadora e docente de cursos de Pós-Graduação em Psicopedagogia e em Arteterapia

Resumo

Trabalho apresentado no I Congresso Paulista de Arteterapia e IX Fórum AATESP, realizados em 14 e 15.11.19.

Este trabalho tem como objetivo registrar e compartilhar experiências arteterapêuticas em um grupo de adolescentes. A adolescência como ciclo da vida em que a criança segue seu desenvolvimento rumo à idade adulta, deixando o conforto do ambiente conhecido e vivido por muitos anos, faz emergir neles inúmeras dúvidas, medos, espanto em relação às mudanças ocorridas no corpo, mente e alma da flor que se abre e se transforma. Acresce-se a isso a dificuldade de escolher ser uma pessoa única ou seguir o grupo a que pertence e que nesse momento tem um forte impacto em seus comportamentos e decisões. Durante o processo arteterapêutico os adolescentes colocaram com ênfase uma dúvida: como ser eu mesmo e ainda assim conviver em harmonia com meus pares, aceitando-os e sendo aceitos? A resposta veio com muita clareza num encontro no qual a construção de instrumentos musicais e a concretização de seus sons em música foi o fio condutor para o contato consigo mesmos e descoberta de suas potencialidades como seres diferenciados. Esses instrumentos surgiram como símbolos de si mesmos, mostrando-lhes suas potencialidades como força condutora pessoal. Foi possível então reconhecer o potencial da arteterapia no trabalho com adolescentes que muitas vezes têm dificuldade em elaborar seus conflitos pelo verbal. Reconhecendo, inclusive, o papel do arteterapeuta com sua escuta e acolhimento sensíveis no reconhecimento das necessidades, na abertura na busca de resposta para essa questão que os incomodava.

Biografia do Autor

Dilaina Paula dos Santos, Coordenadora e docente de cursos de Pós-Graduação em Psicopedagogia e em Arteterapia

Graduada em Artes Plásticas e Pedagogia; Arteterapeuta e Psicopedagoga clínica e titular pela ABPp; Mestre em Artes pela UNESP; Coordenadora e docente de cursos de Pós-Graduação em Psicopedagogia e em Arteterapia; Diretora gerente da AATESP gestão 2019/2020 Conselheira Científica da Revista da AATESP; Atuação em contexto clínico com crianças, adolescentes e grupo de mulheres; Supervisora de casos clínicos; Palestrante em eventos científicos e entidades educacionais; Autora de livros do livro: Psicopedagogia dos Fantoches: Jogo de imaginar, construir e narrar, editado pela Vetor, e de outros artigos na área; http://lattes.cnpq.br/0046752029255450

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Publicado

2026-03-27

Como Citar

Santos, D. P. dos. (2026). Símbolos de poder como rituais do adolescer: o espaço arteterapêutico promovendo escuta, diálogo e ressignificações. Revista AATESP, 11(1), 94–95. Recuperado de https://revista.aatesp.com.br/index.php/ojs/article/view/158

Edição

Seção

Resumos