Arteterapia como potencial ferramenta para o desenvolvimento corporal infantil
Palavras-chave:
Arteterapia, infância, afetividade, cuidado, relações, corporal, socialização, potênciaResumo
O presente artigo relata vivências de 10 crianças de 3 anos em um contexto de socialização no espaço da Educação Infantil, com os respectivos processos de acolhimento para a adaptação e um percurso de constituição do eu, do outro e do grupo em si. Foram realizados encontros semanais com propostas arteterapêuticas com o intuito de refletir sobre as ferramentas lúdicas e simbólicas de potencializar a partir do vínculo do corpo no espaço, relações sociais sadias, construção de narrativas, repertório verbal, corporal e emocional, assim sobre o cuidado necessário de fornecer ambientes e materiais intencionalmente pensados para o toque sutil e movimentos corporais. O objetivo da pesquisa foi desenvolver encontros potentes de autonomia para o público infantil, visando o desenvolvimento do corpo e movimento, a partir de estratégias para aguçar o olhar criativo, resultando em uma construção de saberes singulares e parceria. Concluiu-se uma aquisição de autonomia em suas brincadeiras simbólicas, além de um suporte na resolução de conflitos sem envolvimento do corpo como ponte de agressão a si ou ao outro. Estes aprendizados afetivos fazem parcerias com habilidades necessárias para as competências durante a vida e a presença destes estímulos na infância se fazem relevantes para a constituição do eu.
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