Relato de experiência de atendimento arteterapêutico a uma portadora de transtorno obsessivo compulsivo
Palavras-chave:
Arteterapia, Psicologia Analítica, Neuropsicologia, Transtorno Obsessivo CompulsivoResumo
Este relato demonstra uma experiência de acompanhamento arteterapêutico dado a uma paciente portadora de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). A abordagem parte dos princípios da Psicologia Analítica, elaborada por Carl G. Jung, com suporte da Neuropsicologia. Deste modo, a hipótese de tratamento decorre da imagem do arquétipo patriarcal, devido ao seu aspecto de organização e ordem, conforme descreve Byington em seus estudos de psicopatologia. Ainda tomamos como base o estudo sobre patriarcalismo arquetípico de E. Whitmont, para ampliar o entendimento da psicodinâmica do transtorno obsessivo compulsivo. Pois, este autor aponta que problemas adaptativos nas primeiras fases do desenvolvimento do ego marcam o surgimento dos sentimentos de vergonha e culpa, característicos do TOC. Ademais, recorremos à neurociência para entender como o processo arteterapêutico afeta as zonas cerebrais implicadas no TOC. Esse fator contribui na elaboração da aplicação de consignas, de modo a relacionar fatores motores e sensoriais envolvidos. O objetivo final deste relato visa demonstrar a práxis da arteterapia como coadjuvante e facilitadora da regulação psíquica no tratamento de portadores de TOC.
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