O sopro de Pã: escuta simbólica do pânico em Arteterapia
Um estudo de caso em estágio supervisionado
Palavras-chave:
Arteterapia, Psicologia Analítica, Pânico, Arquétipos, Pã, Mito de PítisResumo
Este artigo apresenta uma experiência arteterapêutica realizada no contexto do estágio supervisionado em Arteterapia, durante o curso de pós-graduação da Faculdade Censupeg. O objetivo foi acolher, de modo simbólico e sensível, vivências relacionadas à crise de pânico, por meio da escuta das imagens que emergem nos processos expressivos, à luz da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung. A participante foi uma mulher de 48 anos, residente na região metropolitana de Porto Alegre (RS), que participou de sessões online durante a pandemia de COVID-19. Ao longo do processo, surgiram imagens carregadas de força, entre elas a presença simbólica da árvore — especialmente o pinheiro —, que remete ao mito da ninfa Pítis e à atuação de forças arquetípicas ligadas ao sopro súbito do colapso. Nesse campo simbólico, a figura de Pã, ainda que não representada diretamente, foi implicada como expressão da atmosfera emocional do pânico: força que desorganiza e, ao mesmo tempo, precipita a transformação. A Arteterapia, compreendida como linguagem da alma, mostrou-se um território fértil de escuta e reconexão, possibilitando enraizamento em meio ao caos.
Referências
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